sábado, 30 de maio de 2015

Final de Sábado




No sábado a tarde,
 ele leu um trecho do livro do Manoel,
que dizia que o frio se encolheu nos passarinhos.

Jordan Prestes

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Depois de quarta


A chuva, o blues, o livro e um moletom velho.
A lembrança guardada na gaveta do criado mudo.
Já é noite e eu vou te desejando 
- e tu nunca saberás !

Jordan Prestes




sábado, 23 de maio de 2015

Das onze e seis


Embrulhei seu beijo.
Enlatei seu abraço.
Rabisquei seu endereço.

Pois eu tento, tento, tento, 
mas não consigo.

Jordan Prestes

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Talvez


Talvez até concordasse contigo
se tu me dissesses que a vida faz sentido.
Talvez eu trocaria um livro por um domingo 
e um bom poema por uma vida.

Mas continuo embriagado nessas semanas vazias. 

Jordan Prestes

terça-feira, 19 de maio de 2015

20:03




Boa Semana ! 

Hipercorreção


Aprendi com o professor Cláudio Moreno um conceito bastante útil para entender como erram os bem-intencionados. Quando Lady Kate diz “dinheiro eu tenho, só me falta-me o glamour”, seu esforço em falar a língua culta acaba redundando em uma hipercorreção. “Não é qualquer pessoa que comete erros de hipercorreção; paradoxalmente, eles só atacam os falantes que têm certo grau de estudo, preocupados honestamente com o correto uso do idioma. Não deixa de ser uma ironia linguística: eu fico tão ansioso por evitar um erro para o qual fui alertado, que termino aplicando a regra onde não devia aplicar”, explica o professor no blog Sua Língua.
Vivemos o mais hipercorretivo dos tempos,  talvez porque nunca tenha sido tão fácil manifestar descontentamento contra políticos, celebridades, professores, formadores de opinião... Tanta vontade de apontar o que está errado, às vezes, redunda na hipercorreção, o tal erro cometido por quem acredita que sabe mais do que realmente sabe e nem sempre percebe as contradições no próprio discurso. O hipercorretivo é aquele que condena a violência mandando linchar quem é violento, aponta a partidarização de todos os debates colocando a culpa no partido que não é o seu, defende a cultura propondo a eliminação imediata de todos os artistas de que não gosta ou que não entende.
A hipercorreção, porém, não está restrita ao ambiente ruidoso das redes sociais. Na universidade, ali mesmo onde o conhecimento deveria ser protegido e cultuado, inventou-se a “hipercorreção literária”, a leitura revisionista de livros e autores. Condena-se Monteiro Lobato por racismo, Nabokov por pedofilia, Hemingway por machismo. A vítima mais recente é o poeta romano Ovídio, que viveu no início da Era Cristã. Alunos da Universidade de Columbia lançaram uma espécie de manifesto exigindo que os textos de Ovídio levem um carimbo alertando leitores distraídos de que a descrição de cenas de sequestro e estupro da mitologia grega pode ferir suscetibilidades. (Mas quem disse que provocar as nossas suscetibilidades não é exatamente uma das  funções da literatura?)
Nem vivendo um milhão de anos uma pessoa poderia vislumbrar tantas visões de mundo diferentes quanto as que oferece uma boa biblioteca. Livros sofisticam nossa percepção do que nos cerca exatamente porque nos ajudam a enxergar a realidade sob múltiplas perspectivas no espaço e no tempo. Se a literatura é a narrativa da aventura humana neste planeta, nossas imperfeições, nossos erros de julgamento, nossos vícios não poderiam ficar de fora. E esse não é um defeito dos livros, mas provavelmente o maior dos seus méritos.
Esconder Monteiro Lobato no fundo da estante não vai diminuir o racismo no Brasil, assim como deixar de ler Ovídio não vai acabar com os casos de abuso sexual nas universidades. Pelo contrário. Não se corrige a realidade eliminando a sua representação, mas formar bons leitores talvez tenha algum efeito sobre o caráter. Tentar hipercorrigir a literatura dos temas “desconfortáveis” é como tentar curar a tristeza prescrevendo lobotomia.
Cláudia Laitano

quinta-feira, 14 de maio de 2015

23:41


Vai pelo mundo a guerra.

Jordan !

terça-feira, 12 de maio de 2015

23:57



Eu prometo que depois dessa, te deixo partir ♪

Sobre a terça de quarta!


É bom voar lento, lento 
com a sintaxe das asas.

Jordan Prestes

domingo, 10 de maio de 2015

A você, mãe !



Decidir gerar um novo ser e dedicar sua própria vida à formação de uma outra é a coisa mais bonita e importante que há no mundo. Te amo mãe. 

Jordan Prestes

quinta-feira, 7 de maio de 2015

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Primeira segunda II



Um café com beijos dosados. 
Um fim de outono, um livro, você, eu e este amor ainda.

Jordan Prestes

domingo, 3 de maio de 2015

Extremismo é desafio ao jornalismo livre

Professor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas, Rosental Calmon Alves concorda com Bucci, dizendo que “os jornalistas precisam estar mais fiéis do que nunca aos princípios éticos” para “separar o que é informação de interesse público daquilo que é propaganda”, porque “muitas guerras estão sendo travadas no ciberespaço, nas redes sociais, na internet”.


Três de maio é o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que nos últimos 12 meses sofreu diversos reveses

– Organizações terroristas já não dependem tanto dos meios de comunicação tradicionais para chegar ao público. Têm seus próprios meios. O jornalismo precisa se adaptar, entender essas mudanças radicais para enfrentar os novos desafios. Jornalistas não só correm o perigo de se tornar vítimas da violência dos terroristas, mas de ser propagadores involuntários desses terroristas e criminosos comuns, que estão cada vez mais espertos no uso das redes sociais e outras ferramentas – diz.
ZH de Domingo !



Domingo !


O dia morto como concreto não tem sol.

Chuva.

Um livro.

E um fundo musical vivendo um poema.

Jordan Prestes

sábado, 2 de maio de 2015

Sábado !


Quantas versões se tem para viver ? ♪

Gui Amabis


Dos tempos do verbo amar !


O amor dos egípcios por gatos era tão intenso, que havia leis proibindo que os gatos fossem exportados. Qualquer viajante que fosse flagrado traficando um gato era punido com a morte. Quem matasse um gato era punido da mesma forma, e, em caso de morte natural do animal, seus donos deveriam usar trajes de luto.

Fui abduzido pelo amor de felinos pequeninos.
Pouco a pouco eles bordaram nossos destinos. 
Me apeguei ao jeito e me encantei com suas formas de bailarinos.
Escrevo como são divertidos de sentimentos Clandestinos. 

Uma perda, sem rima. Duas! 

Jordan Prestes





sexta-feira, 1 de maio de 2015

Neste azul inventando a tarde de maio


Muito mais que um calendário que se arranca da parede
a tarde de maio possui cuidados de varrer embrulhos de nuvens. 
( está tão azul que a palavra deixou de ser
intermediária ao longo deste meu poema ).

Jordan Prestes