terça-feira, 30 de outubro de 2012

" O meu olhar foi abduzido pela lua ".






" O meu olhar foi abduzido pela lua ". 

- Olho para ela, é tão cheia, tão cheia de saudade.

" Um abraço redondo por favor ".




Jordan Prestes

Brinquei de ser feliz um dia!




Um dia eu brinquei de ser feliz,
e fiz tudo oque a sociedade diz.
Casei com uma mulher perfeita,
ela me deu uma filha linda.

Mas eu não estava vivendo a minha realidade,
nem mesmo encontrando a minha felicidade.
Me importava era mesmo com a tal sociedade.

Muitas vezes temos que voltar atrás para encontrar a felicidade,
ainda mais quando nos iludimos que ela está na nossa frente.
Não prove a sua felicidade para ninguém, prove para você.
Viva a sua realidade e não a dos outros … ( ! )

Jordan Prestes

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Foi como entrar no sol.


Queria mesmo era entrar no sol,
 dizem que lá dentro é quadrado
 e o amarelo é redondo da cor do girassol.

Lá, queria perfumar o céu engarrafado,
escrever desordenado, até virar nuvem.

Queria forrar cada canto de ilusão com cheiro de realidade,
 queria passar o resto de meus dias
 amando e amando, amando o nada.

Jordan Prestes

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Escreva no céu; " Eu te amo ".


Ah o amor, é sempre o amor, amar o amor é a maior paixão de todas.

O amor te ama assim como ama amar você, ame-se, ame, apaixone-se.

Amar é amar a si mesmo, é gostar de amar o amor que existe em seu interior.

Amor, palavra amada, por quem ama se apaixonar de amor.


Ah o amor, que é tão simples como amar o que mais gostamos.
Ah o amor, o sentimento que sobra, e esta em falta, paixão, mercadoria amada.
Ame o que tiver que amar, seja o que for, ame de verdade, e escreva no céu; 



“ Eu te amo ”

j♥rdan Prestes

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Quando me escrevo ( ! )


Me escrevo louco, é que as vezes desenho a lua em tardes cheias de escuro.
Me escrevo certo, é que as vezes rabisco o sol em noites vazias de claro.
Me escrevo em partes, mas não sei em qual delas.
Me escrevo, não escrevo, escrevo o silêncio orquestrado na ponta de um lápis que subia.

Me escrevo, e descrevo aquele coração cor de mel.
Me escrevo no céu, adoro escrever céu, declamar pincel,
enfiar as letras em bordel, construídos de papel.

Me escrevo muito, também pouco, mas sempre me escrevo.
Me escrevo em quem amo, em quem chamo de amo.
Me escrevo na vida, que é comprida, e curta demais.
Me escrevo na melodia das palavras amadeiradas.

Me escrevo nessa existência poética, na certeza da ilusão,
que me enriquece em toda e qualquer estação … ( ! )

Jordan Prestes

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Hoje

Hoje acordei mais cedo.





A cortina feita de lençol balançava como os pássaros que passavam.
Cabisbaixo o sol escrevia a chuva no céu.
As palavras me respiravam de laranja.



Esqueci o café, lembrei de você.
Costurei minha boca na sua, logo abracei as letras.
Me rimei no seu corpo de frases eternas.

Observei os pingos que eram vazios cheios de nada.
Enchi a felicidade de alegria, esvaziei a tristeza que não sorria.



" É um encanto que não tem mais fim ".

Jordan Prestes



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Beije a vida !!!





Abra seus braços, abrace seus traços, chove sol no céu.
Pinte o seu dia, respire alegria, ame e sorria.
Desenhe a distância e se pinte de perto, saudade só em verso.
Arrisque o incerto, o infinito pode estar perto.
Beije a vida, e deixe marcas nela.


Jordan Prestes


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Rego as coisas que eu invento






Em cada nó eu me desfaço, desato o lado esquerdo do laço.

Penduro minhas frases no varal, e espero o próximo vendaval.

Passo por furos de agulha que minhas palavras inventam.

Invento o vento que sopra o catavento.

Bordo as datas em dias decorados de sol, até ficar noite.

Rego os meus sonhos, que estão presos no quintal.

Encontrei as palavras que sambavam felizes naquele doce carnaval.



Jordan Prestes 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Seja o seu eterno, apenas isso



Com um lápis eu voo e te apago, com uma borracha te escrevo e consigo pousar.
Desenho a distancia, imagino o perto, respiro o verde da estância.
Amarelo coração, que de mãos em mãos descolori o vermelho do clarão.
Pinto o vento, invento a brisa, penduro o sorriso no meu rosto.

Afirmo o fino do pino, que de passagem enrola meu raciocínio.
Errado é não viver, ruim é deixar de amar, mal é não chorar, e pior ainda é deixar de ser feliz.
Certo é congelar o caráter em freezer, mantê-lo para sempre, usá-lo com frequência.
Audiência, é a inocência, é alma da criança adulta, que é madura e faz sua consciência.

Viver por viver não tem graça, não faz rir o palhaço, viver intensamente tem.
Ser sério, faz ficar velho, bom mesmo é rir e criar rugas com isso.
Problemas, são problemas, criamos eles, como nossos filhos, não tenho, mas possuo.
E oque existe além do que já foi dito sobre viver? Amar e deixar acontecer? Sonhar? É de graça sonhar, realizar tem um preço.

Guarde as coisas boas, esconda as ruins, jogue fora o medo de tentar, arrisque o impossível.
Deixe marcas em corações palpáveis, seja o seu eterno, apenas isso.   

Jordan Prestes

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Noite que me escreve e descostura a solidão





Noite de quartas formadas por sete letras.
Noite que pensa, se torna clara, se colori de azul turvo.
Noite fria, sem nenhuma estrela, quente aquece as lembranças.
Noites que escrevem o asfalto, que de papel se tornam folhas em árvores mármores.

Noite que lembro e esqueço, noite que roubou o simples beijo da boca.
Noite clara de escura, transparente como os copos de vidro, marcados com suas digitais.
Noite depois de antes, onde amantes, traem a melodia constante.
Noite longe de perto, distância que caiu em braços abertos.

Noite em passos que não chegam, contados se aprochegam.
Noite acordada, sonhada, bordada, por palavras contadas.
Noite feliz de triste, que caiu e levantou em tombos de brinquedo.
Noite regada, pelo sereno, pelo cinza, pelo esquecimento, lamento.

Noite de mim, de você, dele e dela, singela de vento e sopros.
Noite de quartas, lembradas, esquecidas, reinventadas, por nós.
Noite, dia, manhã e tarde, vivo palavras, estou preso em poesia.
Noite que me faz vida, instante, momento, que me escreve e descostura a solidão.

Jordan Prestes


O conto de letras do mundo real





Tênues palavras que saltitam em busca de um novo verso.

Se escrevem de uma página e outra.

Namoram frases, se desfazem em cada folha tocada, virada, por dedões qualquer.

Se enredam e formam histórias, contam as glórias que passageiras são.

Se cruzam, enriquecem, aquecem a exclamação.

Trocam virgulas, brincam de silabas, se amontoam na mais subordinada oração.

Sofrem por escolher pontos, sem saberem que existe as reticências.

Vivem as letras, sorte a delas que nunca morrerão.


Jordan Prestes.

domingo, 7 de outubro de 2012

Metamorfose interior

Metamorfose interior




Deu-me vontade de inventar o azul da imensidão e sorrir as nuvens.

Pendurar o céu nos meus braços antes que o dia envelheça.


Ser o sol em exclamação entre dois parênteses, devorar estrelas e arrotar bolhas cadentes.

Pintar o ar que as borboletas respiram de calor.

Encher as verdades de sonhos de papel, contornar beijos, bocas, línguas com mentiras de pincel.

Desamassar minhas asas, voar em felicidades e pousar em novos corações.





Jordan Prestes.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Penduraram o Natal em Outubro



“ Não sei de muitas coisas, nem do que passou, só sei que amei o que me amou” .


 


As pessoas andam como os guepardos, dão velocidade ao passo e não vem o tempo passar e muito menos o ano que estas prestes a acabar. Satisfeito, eu turista vindo do interior do interior, alinhado, fascinado com a diferença da capital, sai daquele restaurante já pensando; meus Deus mais uma tarde de trabalho e mais uma noite de aula pela frente. Estômago já rindo, forrado por fartas delícias, me deparo com uma loja, lotada de papais noéis, árvores de natal, guirlandas, luzes e bolas brilhantes, o verdadeiro natal exposto em pleno Outubro.

Minhas ideias confusas, conectaram meus pensamentos, logo pensei no que tinha feito, no que deixei de fazer e no que vou fazer, pensei nas pessoas que conheci, o que aprendi, o que senti e o que vi nessa minha existência ambulante.

O ano voa assim como os pássaros, e mal possamos acompanhá-lo. Gosto de brincar de perder tempo. Já perdi tempo me perdendo com coisas levianas, perdemos tempo se preocupando com a imagem que a todo tempo enfeitamos para os outros. Perdemos tempo com pessoas que realmente não precisamos, por simplesmente entender que não precisamos de ninguém que não queira estar do nosso lado. Perdemos tempo procurando coisas que nunca perdemos, pelo simples fato dessas coisas nunca nos pertencerem.

Um ciclo se fechará, por isso se jogue, aproveite, compartilhe beijos, amores, saia, grite na chuva, se passe por louco equilibrado, dance em linhas tênues, relacione-se com as pessoas e com as coisas, isso é muito importante, trabalhe, sorria, seja amigo, cante, volte a ser criança, se lambuze com a vida e não esqueça da sua identidade principal,  que é o seu coração ... (!)


Jordan Prestes


 


O que restaram das palavras.




E restaram a sobra, a rapa de uma harpa cantante.
E restaram as luzes, a sombra de uma noite clara, sem sentido.
E restaram os velhos novos, os enrugados de coração.
E restaram o que quadrupliquei por substantivos, de uma árvore de aço.

E restaram os mendigos ricos, os milionários pobres, a aparência escrita.
E restaram as metamorfoses, as lagartas coloridas de criança.
E restaram o que se completava, a chuva que de pingos trazia o sol.
E restaram os monstros altruístas e as fadas egoístas.

E restaram as poesias, as palavras pregadas em madeiras de plástico.
E restaram os vazios que são maiores e infinitos, o resto é distância.
E restaram as palavras que tanto amo, que me fixam no papel que rabisco.

Jordan Prestes


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Eduardo e Mônica

Renato Russo.

Portosol de hoje



Sol amarelo, belo, da cor do girassol, me acordou, me aqueceu, laranja adormeceu. Quente o beijei, me queimei, me fiz cinza, fui soprado, encontrado, perdido e mal acostumado, espero a chuva que me traiu com águas turvas do passado.  

Jordan Prestes