segunda-feira, 27 de julho de 2020

Quem é você depois das tempestades da vida?

 “Ostra feliz não faz pérola” 

 Rubem Alves 

Nas palavras do próprio autor, o título refere-se a: “A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para se mesma: preciso envolver essa areia pontuada que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire pontas outras felizes não fazem pérolas. Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes a dor aparece como aquela coisa que tem o nome de curiosidade. 





E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava. Um dia, passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada.

O pescador se alegrou, levou-as para casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro de uma ostra. Ele o tomou nos dedos e sorriu de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola.

Lição dada, a partir daí o autor trata de vários assuntos a partir da mesma temática: somos ostras que produzem pérolas. 

“Nós não vemos o que vemos, nós vemos o que somos. 
Só veem as belezas do mundo, aqueles que têm belezas dentro de si”.

( Rubem Alves)


sábado, 25 de julho de 2020

OBRIGADO AOS MEUS DIAS RUINS


Se mordomia fosse mais importante pra mim do que liberdade, teria morado na casa dos meus pais até casar. Se depois de 17 anos de casados eu e meu marido não tivéssemos reavaliado nossa escolha e nos separado, não teríamos vivido outras importantes relações amorosas. Se depois de uma década trabalhando em agências de propaganda eu não tivesse perdido o entusiasmo pela publicidade, não teria me arriscado a escrever para jornais. Se depois de duas décadas escrevendo para jornais eu não tivesse sentido o tédio batendo à porta, não teria arriscado ter um canal no YouTube e escrever um roteiro de cinema. 

Que sorte eu não ter sido feliz pra sempre.
Tenho muito a agradecer aos meus dias ruins. Foram os choros silenciosos, abraçada ao travesseiro, que me colocaram contra a parede: “por que você está se submetendo a essa dor?”. Ter ido atrás da resposta me fez movimentar a vida e trocar de planos.




Quando meu coração esteve apertado, não agendei exames cardíacos: recorri à poesia. Se compus alguns versos bem escritos, devo às angústias das paixões mal concluídas.
Cada vez que fui rejeitada, desenvolvi a humildade e reforcei meu lado bom.
Ando serena há bastante tempo, desde que aprendi que a felicidade instagramável é uma busca utópica e meio babaca: como ser feliz num país em desconstrução e com uma desigualdade indecente entre seus habitantes? Como ser feliz, se além do país à deriva, ainda temos que nos acostumar agora com novas regras de conduta social? E, saindo do geral para o pessoal: insônias, dívidas, desilusões, discussões: como?

O único jeito que conheço: desenvolvendo desde cedo o que se chama hoje de inteligência emocional, um guarda-chuva de múltiplos significados, mas que pra mim se resume a usar a finitude a nosso favor. Vamos morrer – não agora, não de covid-19 (sou otimista), mas um dia, aquele dia que otimismo nenhum adia. Então qual o sentido de obstruir ainda mais a vida? As pessoas fazem drama por bobagem, são competitivas, se acham melhores do que são, executam tarefas de forma relaxada, não assumem seus erros, não cuidam de seus afetos e reclamam, reclamam, reclamam. A cada manhã recebem o novo dia com pedras na mão.

Tenho também meus momentos em preto e branco, mas não desapareço de mim. Se for uma incomodação pontual, leio um livro, vou dar uma caminhada, espero o dia terminar. Se for mais grave, tento terapia, converso com amigos, faço mapa astral, ritual xamânico, troco os móveis de lugar, troco os pensamentos de lugar. Me desacomodo. Uso a instabilidade para inaugurar uma estabilidade nova em folha, outra versão da mesma vida. O meu “pra sempre” nunca foi feito de linhas retas nem de velocidade constante, e é por isso que minha sorte tem durado um bocado.


Por Martha Medeiros

Rouxinol


Eu nunca chamo seu nome, 
mas você está em mim como a música na garganta do rouxinol,
 mesmo quando não está cantando.

 Dulce Maria Loynaz


Cores sobre você


Se eu fosse pintar você, usaria todas as cores. 

Jordan Prestes

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Naya Rivera


Tu sabes que és fantástico quando percebes que pessoas que não conheces te odeiam.

♥


quarta-feira, 8 de julho de 2020

Seja qual for o seu sonho, não é tarde para alcançá-lo

Aos 23 anos, Tina Fey estava trabalhando na YMCA.

Aos 23 anos, Oprah foi demitida de seu primeiro emprego como jornalista. 

Aos 24 anos, Stephen King trabalhava como zelador e morava em um trailer. 

Aos 27 anos, Vincent Van Gogh falhou como missionário e decidiu ir para a escola de arte.  

Aos 28 anos, JK Rowling era uma mãe solteira suicida vivendo de assistência social.

Aos 28 anos, Wayne Coyne (de The Flaming Lips) era um cozinheiro de batata frita.

Aos 30 anos, Harrison Ford era carpinteiro. 

Aos 30 anos, Martha Stewart era corretora. 

Aos 37 anos, Ang Lee era um pai que fica em casa trabalhando em empregos estranhos.

Julia Child lançou seu primeiro livro de culinária aos 39 anos e conseguiu seu próprio programa de culinária aos 51 anos.

Vera Wang não conseguiu formar a equipe olímpica de patinação artística, não conseguiu a posição de editora chefe da Vogue e desenhou seu primeiro vestido aos 40 anos.

Stan Lee não lançou seu primeiro grande gibi até os 40 anos.

Alan Rickman desistiu de sua carreira de designer gráfico e conseguiu seu primeiro papel no cinema aos 42 anos.

Samuel L. Jackson não conseguiu seu primeiro grande filme papel até os 46 anos.

Morgan Freeman conseguiu seu primeiro papel importante aos 52 anos.

Kathryn Bigelow ganhou o Oscar de Melhor Diretora quando fez The Hurt Locker aos 57 anos.

Vovó Moses não começou sua carreira de pintora antes dos 76 anos.

Louise Bourgeois não se tornou uma artista famosa até os 78 anos.

Seja qual for o seu sonho, não é tarde para alcançá-lo. Você não é um fracasso porque não encontra fama e fortuna aos 21 anos.  Tudo bem se você nem sabe qual é o seu sonho ainda. Mesmo se você estiver jogando hambúrgueres, esperando mesas ou atendendo telefones hoje, nunca sabe onde vai acabar amanhã.

Nunca diga a si mesmo que você é velho demais para fazê-lo. 

Nunca diga a si mesmo que perdeu sua chance. 

Nunca diga a si mesmo que você não é bom o suficiente. 

Você consegue. O que quer que seja. 

Por Jordan Prestes