sábado, 29 de fevereiro de 2020

Locke & Key and I Am Not Okay with This




A trama

Criada por Carlton Cuse (Lost, Bates Motel) e Meredith Averill (The Haunting of Hill House), Locke e Key conta a história de três irmãos que se mudam para uma casa antiga, após o assassinato de seu pai. Na casa, eles acabam descobrindo uma série de chaves místicas que concedem ao seu usuário uma habilidade diferente, dependendo para que serve essa chave. Algumas são bem legais, como poder voar, se teletransportar de um lugar para outro, invadir memórias do passado enquanto outros são muito mais sinistros.


Produção

Locke & Key é uma série de terror sobrenatural original da Netflix, baseada nas histórias em quadrinhos de mesmo nome do autor Joe Hill. Antes da Netflix, o futuro de Locke & Key ficou em dúvida depois que a série foi cancelada pela FOX em 2011, antes mesmo de estrear.

Depois de ter sido descartada pela canal, a franquia foi escolhida pela Universal para uma trilogia de filmes. No entanto, o projeto também falhou. Entretanto, em 2016, a IDW Entertainment relatou que estava desenvolvendo uma série de TV. Inicialmente o Hulu havia ordenado a produção de um piloto, mas depois recusou a série. Foi então que a Netflix escolheu o título e, logo, ordenou uma temporada completa – o piloto feito pelo Hulu acabou sendo descartando. 



Produção

Escrita por Charles Forsman. fica evidente o quanto a mão de seu roteirista principal, Jonathan Entwistle pesa no projeto. Responsável por outro título da plataforma (The End of the F****ing World), Jonathan deixa impressa na nova série uma estrutura direta, às vezes fria e que privilegia o que a juventude interiorana dos EUA tem de mais melancólico e desajustado. I’m Not Okay With This não é uma série “fofinha”, mas também não é um exemplo cabal de ousadia e transgressão.

O mais seguro seria dizer que é uma série confortável. Seus 7 episódios de apenas 20 minutos compilam um horizonte pequeno de acontecimentos e deixam a produção com uma cara de que ainda haveria mais a dizer. Esse pode ser um ponto favorável, no fim das contas. A série foi produzida com referências muito claras do universo do High School cinematográfico e seriado. Portanto, as possibilidades que vislumbra são muitas. Mesmo assim, os produtores pisaram no freio e foram privilegiando a construção de sua protagonista do ponto de vista humano, mais que do ponto de vista sobrenatural.

Sim, porque há um elemento sobrenatural em torno da narrativa. A primeira grande referência que vaza da série é sua ligação com Carrie, de Stephen King. No livro, Carrie é uma menina sufocada por questões religiosas e familiares muito intensas; e depois de menstruar pela primeira vez começa a perceber seu poder de telecinese. No cinema, a história de King ganhou seu lugar de ícone cultural ao espalhar para o mundo a imagem da menina em seu vestido de baile, coberta de sangue de porco, depois de massacrar os colegas ao ser humilhada. É exatamente essa imagem que I’m Not Okay With This acessa do começo ao fim da temporada.



A trama

A jovem Sydney Novak (Sophia Lillis, de It: A Coisa) é descrita como a clássica desajustada adolescente do cinema e da televisão atuais. Ela é pobre, vive em conflito com a mãe, o pai se matou, ela se acha esquisita e ainda por cima sua melhor amiga Dina (Sofia Bryant) arrumou um namorado valentão e a esqueceu. Discretamente, Syd vai percebendo que ao passo em que sua vida vai fugindo do controle, acontecimentos estranhos a perseguem, como coisas se movendo sozinhas. A premissa de Carrie está ali incutida nas bases narrativas, mas Syd tem sua própria vibe e não é uma menina acuada e despreparada para o mundo.

Enquanto os poderes da garota vão sendo desenvolvidos muito lentamente, o roteiro vai estreitando a relação dela com seu amigo Stan (Wyatt Oleff, também de It). A dupla configura um dos atrativos para o público da Netflix, sempre procurando pelo próximo Stranger Things para cultuar. Lillis e Oleff não estiveram em Stranger Things, mas a franquia It veio numa esteira tão parecida que as coisas hoje em dia são facilmente confundidas. De todo modo, tanto em o seriado quanto em It, a literatura de Stephen King ecoa de uma maneira muito forte, o que se repete em I’m Not Okay With This.

Tudo acontece rápido, mas a temporada ainda arranja tempo de desenvolver seus adolescentes sob outras referências, como no bom e velho truque narrativo da detenção, tornado famoso pelo filme O Clube dos Cinco. Ainda que seja tudo muito direto, sem nenhuma intenção de disfarce, Jonathan Entwistle transmite mais da ideia de homenagem do que de cópia oportunista. Quando as coisas começam a parecer muito semelhantes, algo surge para lembrar que a série tem objetivos originais. Isso se vê em pequenos detalhes, como na sexualidade de Syd, na postura de Dina ou nos eventos do último episódio, que elevam a homenagem ao máximo, mas sem perder de vista um certo humor ao fazê-lo. Syd chega ao mesmo ponto em que Carrie, mas ela pode ter a ajuda que a menina de Stephen King não teve.

Contudo, é preciso ressaltar que está em Syd a força e a relevância da produção. É deleitante saber que jovens do mundo todo poderão acompanhar uma heroína como ela nascer.








sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

You and I together ♪


Jordan Prestes

Believe


Não importa o quanto eu tente ♪

Spoiler :Em algum momento,
essa música, fez parte da playlist da firma hoje à tarde.
Claaaaaro que eu virei purpurina.
Logo pensei : este mês eu agradeci bem mais que reclamei ! 🍀

Jordan 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

ENTREVISTA SOBRE ABORTO



Países com leis flexíveis em relação ao aborto têm melhores índices sociais e econômicos, enquanto que o Brasil, neste assunto, segue alinhado com nações como o Haiti, o Afeganistão, o Quênia e a Somália – e a julgar pela bancada que nos governa, continuará rebaixado. É hora de debater o tema sem tanto sentimentalismo.
Vou direto às questões recorrentes:

Pergunta: Como tens coragem de defender o assassinato de uma criança?
Resposta: Não é uma criança e não é assassinato: trata-se de interromper a formação de um embrião, bem no início da gestação, a fim de respeitar os motivos de quem chegou antes, a gestante. Quem usa palavras apelativas ajuda a manter o país entre os mais atrasados do mundo.

P: Quem é contra a legalização do aborto está protegendo os direitos humanos.
R: Não está. A criminalização serve apenas para punir as mulheres. Nenhuma delas levará adiante uma gestação indesejada só porque o governo, que não a conhece, quer que ela tenha um filho. Ela abortará de qualquer jeito, como provam as estatísticas. Se tiver dinheiro, o fará em boas condições. Se for pobre, poderá adoecer, ficar infértil ou mesmo vir a óbito.

P: Quem engravida de forma involuntária é ignorante ou irresponsável, precisa do controle do Estado.
R: Gravidez é fruto do desejo e do sexo. Duas coisas que não primam pela racionalidade. Mulheres inteligentes e bem informadas também ficam grávidas sem querer. O paternalismo não procede.

P: Em vez de abortar, por que a mulher não doa o recém-nascido para adoção?
R: Seria perfeito, num mundo ideal. Admiro as que conseguem. Só que a mulher que interrompe a gestação está, na verdade, rejeitando a criação de um vínculo. Se levar a gestação até o fim, o vínculo acontecerá, não importa a decisão que ela tomar depois. É um assunto profundo e difícil, pois transcende a lógica. O que se está interrompendo é a formação de um amor. Duro? Duríssimo, mas a vida não é um conto de fadas.

P: O que você acharia se sua mãe tivesse abortado você?
R: O mundo não perderia nada. Ninguém dá falta do que nunca existiu.
São as perguntas que me fazem quando toco neste assunto e estão respondidas. Avancemos. Senhores deputados, concentrem-se nos milhões que já nasceram e que precisam de políticas de inclusão. Não desperdicem energia com o que não vai mudar: mulheres abortarão sempre que julgarem necessário. Nem lei, nem opinião pública, nem religião, nada fará com que uma mulher ceda a estranhos o direito que ela tem sobre o próprio corpo e o próprio destino. Abortar é uma violência, nenhuma mulher deseja isso, mas cabe só a ela e a seu parceiro decidirem. A intromissão alheia serve apenas para forçá-la a passar pelo procedimento de uma forma brutal e humilhante. Não as penitenciem ainda mais.



Por  
Martha Medeiros 

domingo, 16 de fevereiro de 2020

To Die For


Bebendo limonada rosa em um domingo ♪

Sam Smith

sábado, 15 de fevereiro de 2020

JOKER


A pior parte de ter uma doença mental 
é que as pessoas esperam que
 você se comporte como se não tivesse.





quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Não pare !


Então…
vá em frente. 
Caia. 
O mundo parece diferente do chão.


Oprah 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Ariana Grande


A tão esperada apresentação de Ariana Grande no 62º Grammy Awards, neste domingo (26), finalmente aconteceu.
Depois de cancelar sua performance em 2019 após um desentendimento com os produtores do evento, que teriam vetado a performance de 7 Rings na época, Ari agitou a premiação neste ano com um showzão que teve direito a um medley de seus grandes sucessos recentes do álbum Thank U, Next, muita coreografia e cenário que contava até com um quarto pink.
A cantora abriu sua apresentação no Staples Center, em Los Angeles, ao som de Imagine acompanhada por uma orquestra. Em seguida, ela trocou o vestido longo de festa por um conjunto de lingerie e robe e foi para o segundo cenário com seus bailarinos para cantar 7 Rings e Thank U, Next.