Tem poema que não me veste mais
perdeu o cheiro, o gosto, o tempo
virou vulto de um amor qualquer.
Tem poema que não se encaixa mais
perdeu a graça, a vontade de ficar
virou um estranho no meio da multidão.
Tem poema que não me traduz mais
perdeu a lógica, ficou invisível, se esvaziou
virou pó, se enterrou, mergulhou no coração.
Elisa Bartlett















