Escrevo a lua que me
inspira e ilumina a folha com pingos derramados de café. A noite me convence que
tudo é infinito, se existir verdade. A não ser que você invente
outra história, desenhe outra vida, conte outro amor. O telefone não
toca, não da um sinal de vida, a casa, vazia está, um silêncio
emudecido. As horas andam pelo corredor, onde os retratos encontram-se rasgados por mim. Esqueci de comunicar, estou partindo para outro
planeta, onde as palavras só recebem poetas loucos por elas. O amor
não sairá do papel tão cedo, ficará ali, escrito, imóvel,
vivendo em uma folha até criar pó. A solidão sorri, pois sabe do
medo que as pessoas tem de amar, se arriscar, e se encontrar.
Jordan Prestes


















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