sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Escrevo a lua que me inspira





Escrevo a lua que me inspira e ilumina a folha com pingos derramados de café. A noite me convence que tudo é infinito, se existir verdade. A não ser que você invente outra história, desenhe outra vida, conte outro amor. O telefone não toca, não da um sinal de vida, a casa, vazia está, um silêncio emudecido. As horas andam pelo corredor, onde os retratos encontram-se rasgados por mim. Esqueci de comunicar, estou partindo para outro planeta, onde as palavras só recebem poetas loucos por elas. O amor não sairá do papel tão cedo, ficará ali, escrito, imóvel, vivendo em uma folha até criar pó. A solidão sorri, pois sabe do medo que as pessoas tem de amar, se arriscar, e se encontrar.


Jordan Prestes

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eu quero o sol, as palavras, as coisas e as relações.






Já passei por louco por admirar o céu imenso, me acusaram ser esquisito ao ficar contando as estrelas do céu, indagaram as nuances que me coloriam, e as pedras que não me feriram. Falei sobre os espelhos que a vida passa, dos vermelhos que pintam o coração, do por e do nascer do sol, que muitos não saúdam. Segui os pássaros, me perdi do bando, apalpei a terra, saudei a primavera. Já acordei em páginas de livros, brancas, escritas, desenhadas, findas por dentro e por fora. Sou diligente com as pessoas que eu amo, não me preocupo com as minúcias no caminho, pincelo a vida em tons de leve. Vivo entusiasticamente. Seja tudo se puder, opinião não define quem você é. Saiba; as relações são muito mais importantes que as coisas, as coisas também!!!  

jOrdan   

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

‎" Eu nunca quis nada em troca, a não ser fazer sorrir " .



Em cada esquina úmida, uma lágrima jorrava, sem vergonha, subia em ônibus e declamava. Papel na mão, sorriso na manga, medo guardado, estampado, maquiado por tintas poéticas verniz. Em cada parada, um sorriso arrancado, em cada olhar, uma alma de criança. Sem destino algum, as palavras saiam do papel, se espalhavam, andavam, tocavam cada ser. Em mim cultuo um artesão, que escreve para quem senti com os olhos, e entende se quiser com o coração. Voo longe com uma caneta na mão, respiro cada palavra aguçada, rabisco, apago, me entrego, me apaixono pela poesia que me fascina, me domina, me deixa à toa e enaltece meu espirito. 

Jordan Prestes    

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Relances de um tango proibido


Aquele tango nos envolvia, era uma sintonia isento de palavras,
simplório. Nossos corpos escreviam o desejo de ambos,
cada passo, cada giro, cada movimento, nossos olhos gritavam
por aquele desejo insaciável.

Meu suor declamava a estrutura de um corpo perfeito,
sem jeito, as paredes nos observavam, nos filmavam em relances
que nos juntavam. A razão me forçava ao proibido.
Estava preso naquele olhar esmeralda.

Não sentia o chão, não via o tempo, esqueci as horas,
meu coração pulsava, pulava dentro de mim.
Voava em delírios, inodoro, o perfume me viciava.

Era um tango amarelo, que fazia do belo,
um momento qualquer. Foi naquela pequena fração de segundos,
que esqueci minha boca no seu corpo, as verdades que desmentem,
um casual descontente.  


Jordan Prestes

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

' Folha branca, sou '.




Sou folha branca, vaidade, vazio.
Andei brigando com minhas palavras,
assassinei minha inspiração ou a mataram. 
De mim, nada sai, nada, vento.
Nuvem, transparência abstrata.
Porta, não sei se sou gaúcho, devo ser.

Me esqueci de saudar o sol … ( … )

Jordan Prestes

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Eu vim e trouxe o sol, o amor que é sexualmente transmissível.



Eu vejo coisas que me fazem chorar um oceano imenso.
Escuto coisas que me fazem proceder, não desistir,
amar apenas quem sou, quem eu era.

Sinto coisas que me marcam como restilhos de balas perdidas,
defino a calada da noite.
Penso coisas que permeiam o que do lado esquerdo do meu peito,
peleja em uma busca implacável pela doce paz.

Sou razão, quem sabe emoção, quero colo, talvez o da minha mãe,
preciso de mais um café.
Ando estreito, caminho acanhado, me vicio em me machucar, me apaixono um bocado,
escrevo o que o vento leva embora, sempre.

Manifesto, meu amor é teu, não mais.
Saudade é pra quem tem, quem a carrega no bolso.
Escrevam o que minhas palavras dizem, posso até me acostumar,
eu vim e trouxe o sol, a melodia, o amor que é sexualmente transmissível.  



Jordan Prestes 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Coisas que não escrevem minha alma



Me debruço em gotículas de água.
É como se eu conseguisse tocar o ar que respiro.
Tropeço em chamadas perdidas, em conversas que não podem ser ouvidas, escondidas.
Infausto o café esfria, a cortina balança, escrevo, esqueço de tudo.

Espalhados pelo chão, carinhos são irredutível
meus olhos procuram os seus, minha boca também.
É esse gosto inodoro que molha minha linguá
e deixa um gostinho de quero mais.

O azul do céu túrbido, que me faz sorrir, abrir, e partir.
Em meu interior, pouco a pouco, assim como um conta-gotas
me dissolvo, me resolvo, me faço jovem, e vivo a felicidade de cada dia.

Viro muitas páginas, troco muitos livros, me entrego fácil,
difícil é me apegar a coisas que não escrevem minha alma.


Jordan Prestes

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Dilúvios em pauta




Do outro lado do vidro, um dilúvio em mim, do lado de cá, meu guarda-chuva se descerra e encerra, ao mesmo tempo, trovões invadem meus ouvidos, ouço sinos, indefinidos os granizos desabam, deixando em minha pele, marcas de gotas de um inicio de primavera. Quem me dera que a chuva trouxesse quem me espera, e me venera. Essa grande quantidade que de maldade para a humanidade cai do céu, domina o sol, enriquece a terra. Tempo que me amarra, inunda ideias que de mim não sai. No meu pulso, o ponteiro do relógio dispara, voa, contra o próprio tempo. Abro cartas alagadas de uma rua sem nome, cada estampido de pingo que escuto, reinvento o vento, rasgo lembranças, formo nuvens carregadas de histórias pautadas sobre mim. Embarco em lotações corriqueiras, desabafo palavras desalinhadas, sem destino, escrevo em linhas descontinuas, continuo, rio de muitas coisas, de mim, e me reconheço.    

Jordan Prestes  

Ó Sol






" O sol me viu dançar, drapejar em folhas palpáveis, quente iluminou almas que vagavam perdidas, nasceu e anunciou uma nova semana ".

Bom dia.  

=D

Jordan Prestes

domingo, 16 de setembro de 2012

Reflito a chuva sem mágoas






Reflito a chuva sem mágoas ...

as estrelas que dormem nas profundidades tranquilas.
As nuvens que longe de mim estão.

Reparo os anos que parecem ser degraus,
a vida que sujeita ser escada,
a água que deflui em ruas de lenta ascensão.

Céleres, as gotas caem do céu.
Tu as recolhes, uma a uma.
Hibridismos tolos que me separam
de quem perto queria estar.

Metáfora poética, assim como o dia de hoje.
Enfurnado aqui estou, lembrando o sol que esqueceu de abrolhar,
sendo indefinível, assim como o mundo interior do poeta.


Jordan Prestes

sábado, 15 de setembro de 2012

Emudeci, sou paz !


Emudeci, sou paz !


Pasmo, o café esfria em minhas mãos.
Defino o cinza do dia de hoje,observo
a fonte que desata e amarra namorados enamorados.


Bicicletas que passam.
Aros que ofuscam olhares
que se disolvem na serena solidão.


O chão alcança alturas de infinitas palavras,
minha visão distorce o futuro do pretérito.
Ao longe, o fundo da existência, o azul e o turvo,
que teimam em me iludir, me fazem névoa da metamorfose invisível.


Respiro o ar leve e pesado que sustenta o mundo,
e não sei se continuo. Se volto ou me calo.
Fecho janelas, o vento me bate, me ensina, faz o tempo.
Mas ficou-me a certeza que me basta, sou paz.


Jordan Prestes

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A vida por Charles Chaplin



Não existe coisa melhor no mundo do que viver,curtir e gozar a vida, que passa rápido e daqui não levaremos nada. A não ser todas as experiencias e as amizades. 




Charles Chaplin


Jordan Prestes

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Com uma asa só, encontrei a felicidade


  • Virei bolha de sabão, levitei em jardins primavera verão, cai, germinei onde os sonham floriram. Foi no Éden que vaguei com uma asa só, a outra perdi em um combate entre borboletas fúteis, que não sonhavam em ver a luz do dia. Segui em frente, descontente, percebi que igual a borboleta a felicidade só pousa em você, quando você para de persegui-la. 

Jordan Prestes

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Transando vento


Estou sem roupa em um apartamento vestido. Minhas ideias com gracejos se alimentam, iminente tempo, que faz com que meu corpo, entre em constelação hipotérmica. Embriagado estou, balbuciando as horas, resenhando o tempo, transando vento, que nada me traz. 

Jordan Prestes

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Eu, videogame.



Eu era um videogame, me jogavam todos os dias, era inanimado, controlado, até mesmo dominado. Mas um dia me enxerguei, e vi um jogo egoísta. Criei vida própria, me alto libertei. Me viciei no meu próprio jogo. Nada do que foi será do jeito que já foi um dia. Certas coisas o sonho não alcança. Não me alcançaram.




Jordan Prestes

Persona





Me desconecto, saio de mim. Sobre a garoa fina, grossa, finda, minhas palavras se confundem, os pássaros se cruzam, se perdem, se afastam de bandos inexistentes. As ondas se aproximam, chegam, penetram, nos envolvem, nos banham, vem e voltam. Partem em busca de outras maresias. Iludem, assim como as pessoas. O sol não se acordou, resolveu ficar em baixo das cobertas, emburrado nem deu as caras, o nublado sorriu, sucumbiu em braços de poetas pobres, ricos de palavras. Prefiro ser frio como a areia que congela meus pés. Prefiro o silêncio das ondas do que o barulho inoportuno da multidão. Também gosto das nuvens fechadas que nunca ficam. Gosto de ser anti-social, apenas por um dia. Quero ficar preso em minhas palavras, pescar sonhos, realizar mares. Cansei de meras reticencias, em minha vida quero exclamações, sem pontos finais, sem virgulas. Quero o alfabeto, o seno e o cosseno do meu eu.


Jordan Prestes

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Contando contos

Minha boca compartilhou o que foi postado pela sua, que foi curtido e excluído. Meus olhos mera miragem, minhas palavras, trocadilho em prosa, tudo inala tanto, por enquanto, estou em prantos, rindo em cantos, contando contos.

jOrdan Prestes

As cores de sexta.


Pátria amada, vou te curtir em livros devorados por mim, depois, abraçarei o mar não tão azul de Atlântida, o amarelo do sol, o verde dos olhos de quem me perdeu. O branco, em um fim de tarde de sexta. 

Jordan Prestes

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Continente.




Sem rastros, nem pistas, me teletransportei. Não tinha trem, no bolso nenhum vintém. Carregava a curiosidade no bolso esquerdo, o outro estava furado. Cheguei ao Museu do louvre. Voltei, e tudo não passava de uma viagem em pensamento, assim como o vento que vaga em dias coloridos cinzentos.

Jordan Prestes



Vagando em flores



Quando se perde a vontade, o interesse, quando isso, quando aquilo, quando são coisas de minha cabeça. Quando, são prioridades tolas e opções descartáveis. Fisico não tão inteligente, atraente envolvente, prefiro esses, essas. Prefiro os beijos no rosto, do que os forçados na boca, prefiro o comodo de minhas palavras, do que a de seus braços. Prefiro errar e aprender, acertar, concertar, aquilo que nunca foi meu, nem seu, de ninguém. As vezes queria fazer tudo, fazer nada, fazer do meu coração o meu escravo do século 21, fazer isso em apenas 24 horas e viver vagando em flores como as borboletas.

Jordan Prestes

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Apático poeta.



Era uma vez um poeta cego de palavras, mudo de versos, escrevia com os olhos, sua boca era profana, como o ecstasy do viciado. Erroneamente acreditou em um sentimento efêmero, que se foi tal qual fumaça. Se fez arreia em uma ampulheta, deixou que o tempo o levasse, se culpa, por ser deficiente de coração, por ter acreditado em verdades ignorantes.

Jordan Prestes

domingo, 2 de setembro de 2012

Pessoas bonitas são invisíveis.



Lúcida doce embriaguez, contraste confuso, desordenado. Me embriaguei em corpos desalinhados, venustos. Inteligência que se fez ausência. Despercebi o encanto, ouvi o canto que em mim susurrava, o olhar que me puxava e me prendia, que me notava e logo me despia. Madrugada estalada em melodias mudas. Beleza inepta, corpo feérico. Somos bloqueados pela barreira da beleza, ficamos tão encantados com a beleza exterior, que nunca chegamos ao interior. Pessoas bonitas são invisíveis.


jordan prestes

sábado, 1 de setembro de 2012

É setembro, e eu quero falar de amor!

O amor está em todos, nos poucos, nos muitos, nas coisas, no simples. Ele é nitidamente visível, amor não precisa de significado, basta senti-lo e entende-lo. Os fortes entendem os fracos também, amor é maduro infantil, é jovem adulto, mesmo lapidado, o amor se habita em qualquer ser. Amor, vale a pena, metamorfose válida, assim como a vida que transcende a paixão.



Jordan Prestes