Eu vejo coisas que me
fazem chorar um oceano imenso.
Escuto coisas que me
fazem proceder, não desistir,
amar apenas quem sou,
quem eu era.
Sinto coisas que me
marcam como restilhos de balas perdidas,
defino a calada da
noite.
Penso coisas que
permeiam o que do lado esquerdo do meu peito,
peleja em uma busca
implacável pela doce paz.
Sou razão, quem sabe
emoção, quero colo, talvez o da minha mãe,
preciso de mais um
café.
Ando estreito, caminho
acanhado, me vicio em me machucar, me apaixono um bocado,
escrevo o que o vento
leva embora, sempre.
Manifesto, meu amor é
teu, não mais.
Saudade é pra quem
tem, quem a carrega no bolso.
Escrevam o que minhas
palavras dizem, posso até me acostumar,
eu vim e trouxe o sol,
a melodia, o amor que é sexualmente transmissível.
Jordan Prestes
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