Me debruço em
gotículas de água.
É como se eu
conseguisse tocar o ar que respiro.
Tropeço em chamadas
perdidas, em conversas que não podem ser ouvidas, escondidas.
Infausto o café
esfria, a cortina balança, escrevo, esqueço de tudo.
Espalhados pelo chão,
carinhos são irredutível
meus olhos procuram os
seus, minha boca também.
É esse gosto inodoro
que molha minha linguá
e deixa um gostinho de
quero mais.
O azul do céu túrbido,
que me faz sorrir, abrir, e partir.
Em meu interior, pouco
a pouco, assim como um conta-gotas
me dissolvo, me
resolvo, me faço jovem, e vivo a felicidade de cada dia.
Viro muitas páginas,
troco muitos livros, me entrego fácil,
difícil é me apegar a
coisas que não escrevem minha alma.
Jordan Prestes

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