Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo, nada sai, nada se completa, nada me inspira, sinto uma dor de não doer. Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo
Escrevo. Palavras turvas, miopia poética .
Preso nas palavras inventadas pela chuva. Troco meu choro por um sorriso a prazo, que seja. Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo, preciso mudar, mudar o que não está me escrevendo, preciso ler a mim. Escrevo Escrevo Escrevo. Prefiro não me torturar. Prefiro, as vezes, um quarto, um isolado momento.
Escrevo alguns anos amarelados, empoeirados, me culpo, me culpam, me julgam, me escreve por favor. Namoro com os livros, meu tempo, é a ampulheta de um romance, que nunca foi. Surto poético, não consigo respirar a melodia do meu espaço, estou, sim, sufocado, preciso, de laços mais que profundos, preciso de algo verdadeiro.
Simples, simples, simples, simples, simples. Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo Escrevo, um chorar sem fim. Uma lágrima, em mim, uma vida. Sem ter Uma. Só escrevo.
Jordan Prestes