sábado, 25 de março de 2017

segunda-feira, 20 de março de 2017

Pérolas de Outono

Eu presenciei as folhas caindo. Há beleza maior do que folhas amareladas e secas decaindo e enfeitando o caminho por onde seus pés irão pisar a milésimos de segundos à frente? Emociono-me ao sentar em um banco da praça próximo ao horário do pôr do sol, com o céu alaranjado, sob um calor ameno. Com tudo ao redor em tom amarelado causado pela tonalidade do imenso céu. Enterneço-me ao ver as folhas despencando lentamente, sendo carregadas pela brisa e finalmente caindo ao chão. Chão de terra ou cimento, o vento não permite as folhas caírem apenas em um lugar, obriga-as a ficarem espalhadas.


   Algo comoveu-me ainda mais, tanto que me fez sentir levemente uma dor fina no peito, ver visto um menino, um menino baixinho, com as perninhas curtas, cabelos claros como a luz do dia e assanhados, parecia até que lá tivera passado um redemoinho, pisando por todas as folhas que via pela frente. A angústia tomou-me por inteira. Por que aquele garoto pisava e massacrava todos aqueles pobres e pequeninos cadáveres? Chamei-o e perguntei o por quê dele estar espragatando o que fora tão belo outrora. Recebi como resposta somente um “porque sim, é bom..” e em pouquíssimo tempo lá estava ele de volta pisando-as novamente. Observei-o até ele ir embora. Quando deu minha hora de também ir para casa  decidi provar o prazer que ele afirmou ter sentido, olhei para o solo, vi um montinho de folhas ressecadas, senti pena. Porém, a enorme curiosidade me fez pisar. Ouvi um barulhinho… “Creck”! Nesse momento pude entender o pequeno garoto, aquilo realmente era bom, era prazeroso. Imitei aquele menininho. Ao voltar para meu apartamento, pisava, amassava, pulava em cima, espragatava e massacrava todas as folhas que embelezavam meu campo de visão. Tudo isso com um pensamento: Por que é tão bom pisar nas folhas derrubadas pelo outono e ouvir aquela melodia?

Por Alice Rodrigues

Longo outono !


Uns dez anos atrás, nas manhãs fresquinhas,
 sentia seu abraço apertado, de moletom .

Jordan Prestes 

quinta-feira, 16 de março de 2017

60 minutos


No espaço entre uma hora e outra, 
alguns 60 minutos são maiores que outros.

♥




quinta-feira, 9 de março de 2017

A imensidão do céu



Ele conseguiu fotografar 
a poesia mais agradável,
 um poeta e a imensidão do céu.


Jordan Prestes  

( Para A. Beck )

quarta-feira, 8 de março de 2017

8 de março de 2017 !



Que se faça reflexão em torno de todas aquelas mulheres que, a 8 de março de 1857, morreram, em Nova Iorque, queimadas ao protestarem contra as injustiças no trabalho, ao lutarem pelos seus direitos. A todas aquelas que se manifestaram contra a sua exclusão da sociedade, a escravização do trabalho feminino e o abuso de direito sobre as mulheres. A todas essas que se fizeram ouvir na sociedade e conseguiram obter justiça, que desempenharam um papel na história, e a todas as que o continuam a fazer. Que se faça reflexão em torno de todas aquelas que ainda vivem presas na desigualdade social criada em relação à mulher.


sábado, 4 de março de 2017

Precisamos mudar !


Só fui arrumar as malas aos 18, quando me aceitei. Mas deixei alguns vestígios. Um ou outro CD dos Los Hermanos e daquela banda mexicana que me fez sonhar e desbravar o mundo lá fora. Deixei também as pastas da faculdade e um resto da infância.

Naquela cidade fui feliz e triste, descobri Jinsang e Kings Of Convenience. Perdi alguns amigos, comecei a fazer teatro e achei a poesia. Também criei uma amizade com os livros, que são pequenos e fáceis de carregar. Eles, não nos cobram nada, só precisam ter palavras alinhavadas para o prazer da nossa sensibilidade e cérebro.

Definitivamente, eu mudei muito. Me afastei de pessoas que não imaginava viver sem e me aproximei de outras que não imaginava nem sequer conhecer. Aprendi a me dar valor. Meus amigos acham que não, mas finjo aceitar os conselhos inexperientes e coadjuvantes. Até consigo peneira-los e tirar algo de bom.  Aprendi que amigo de verdade não é aquele que está perto o tempo todo, e sim aquele que não importa qual seja a situação, ele nunca te abandona. Aprendi que o amor vem quando você menos espera; que você não deve encontrar alguém que te complete (você já deve ser completo), e sim alguém que te transborde. Também aprendi que quando encontramos o amor, não devemos desistir com a primeira dificuldade, devemos lutar até o final, porque o amor suporta tudo. Não adianta esperar que o ano seja diferente, se você vai ser o mesmo. A mudança começa em ti.

Sei que nada disse importa diante da crise na Síria e a recessão na Europa, mas arrisco dizer que, se não fôssemos ingênuos por natureza, nos contentaríamos com este que é o único movimento verdadeiramente possível da existência : a própria mudança.  

Jordan Prestes 

quinta-feira, 2 de março de 2017

quarta-feira, 1 de março de 2017

March !


... de amar, e escrever novas histórias. 

Jordan Prestes

( Por um ano, de paz, valor próprio, coragem e inspiração).