Reflito a chuva sem
mágoas ...
as estrelas que dormem
nas profundidades tranquilas.
As nuvens que longe de
mim estão.
Reparo os anos que
parecem ser degraus,
a vida que sujeita ser
escada,
a água que deflui em
ruas de lenta ascensão.
Céleres, as gotas caem
do céu.
Tu as recolhes, uma a
uma.
Hibridismos tolos que
me separam
de quem perto queria
estar.
Metáfora poética,
assim como o dia de hoje.
Enfurnado aqui estou,
lembrando o sol que esqueceu de abrolhar,
sendo indefinível,
assim como o mundo interior do poeta.
Jordan Prestes

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