Em
cada nó eu me desfaço, desato o lado esquerdo do laço.
Penduro
minhas frases no varal, e espero o próximo vendaval.
Passo
por furos de agulha que minhas palavras inventam.
Invento
o vento que sopra o catavento.
Bordo
as datas em dias decorados de sol, até ficar noite.
Rego
os meus sonhos, que estão presos no quintal.
Encontrei
as palavras que sambavam felizes naquele doce carnaval.
Jordan
Prestes

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