domingo, 8 de fevereiro de 2015

Por que Julgamos?

Não há nada mais característico do tempo em que vivemos do que a mania de julgar.É o que fazemos dia e noite. Claro que há um lado positivo nessa faculdade, inclusive Kant, o grande filósofo iluminista, dedicou um bom número de páginas para o tema. Julgamos se um filme é bom ou não. Assim exercemos nosso espírito critico o que é fundamental para desafiar as ideias prontas que muita gente compartilha sem muita reflexão. 


O julgamento nos permite entender melhor o sentido das coisas. Mas há outro tipo de julgamento que é, acredito eu, menos producente. Talvez nesse caso seja melhor falar em um prejulgamento, pois diz respeito a um pensamento automático que nem sempre passa pelo crivo de uma boa reflexão. É  o prejulgamento que utilizamos para criticar uma pessoa que usa uma roupa supostamente pouco adequada a seu corpo ou sua idade ou para desmerecer o gosto dos outros. Mas quem decide o que pode ou não? Nestes tempos curiosos em que as pessoas aparecem o tempo todo felizes, amando e viajando nas fotos das redes sócias, é cada vez mais difícil enxergar as mudanças da vida. Sim porque somos diferentes. Porque somos ruins, porque nem sempre ganhamos. E aí o prejulgamento se volta contra nós mesmos. No fundo, seriamos mais felizes se nos importássemos menos com os regramentos comezinhos da vida que mesmo sem ter a intenção, ajudamos a perseverar.


Por Fábio P.

Nenhum comentário:

Postar um comentário