Naquele quadro eu via um aquário.
Onde os peixes rodeavam as datas.
Os moveis envelheciam o tempo.
As bolhas flutuavam cheias de papel.
A cama convidava novas visitas.
A sede sonhava com um copo de suco,
com sabor de vento, a do ventilador.
Eu me via naquela cena,
dentro daquele quadro moldado
por palavras que eu escrevia.
Nadei fundo e encontrei o amor
naquelas águas profundas
de quarto dentro de um aquário sem vidro.
Jordan Prestes
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