Eu guardava um sentimento que abria um guarda-chuva.
Era vermelho, da cor do silêncio das pedras.
Quando chovia ele sentia o cheiro das frases, e passeava com as letras.
Ele me mostrou a ilusão, foi ai que eu fiz um blusão, e ampliei a solidão.
Comprei uma casa feita de livros de cimento, lá onde o poeta tricotava o conhecimento. Fiquei lá, até me carimbar na vida, na poesia que é a virtude do inútil.
Jordan Prestes ( ! )

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