“ Naquela manhã eu tinha que escrever alguma coisa”.
Minha cor, tua cor, nossas cores.
Meu cabelo, meu enrolado, meu gingado.
Nasci negro, marrom, preto, mulato, da cor do pecado.
Meu sorriso, tua tristeza, minha beleza, a sua beleza.
Meu talento, o seu talento, minha dança, meu poema.
Minha educação, o seu respeito, sua inveja, minha raiva.
Minha felicidade, o seu medo, a minha coragem, a sua consciência.
Minha juventude, o seu físico, a sua idade, o seu gosto, o seu olhar.
Minha vida a sua vida, meu mundo, o seu mundo, nosso sangue.
Minha liberdade, a sua vontade, minha honestidade, meu poder, o seu poder.
Minha cultura, a sua cultura, meu espaço, seu espaço, seu caráter.
Negro, branco, amarelo, azul, vermelho, nosso coração, nossa identidade.
Nasci negro, marrom, preto, mulato, da cor do pecado.
Meu sorriso, tua tristeza, minha beleza, a sua beleza.
Meu talento, o seu talento, minha dança, meu poema.
Minha educação, o seu respeito, sua inveja, minha raiva.
Minha felicidade, o seu medo, a minha coragem, a sua consciência.
Minha juventude, o seu físico, a sua idade, o seu gosto, o seu olhar.
Minha vida a sua vida, meu mundo, o seu mundo, nosso sangue.
Minha liberdade, a sua vontade, minha honestidade, meu poder, o seu poder.
Minha cultura, a sua cultura, meu espaço, seu espaço, seu caráter.
Negro, branco, amarelo, azul, vermelho, nosso coração, nossa identidade.
Jordan Prestes

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