Despertei, descalço me
deparei com uma poça de lagrimas, elas fluíam em minha face, a
raiva me chamava, e o medo já não era só um medo, o desespero
falou mais alto, a vontade de estar com o porto seguro era maior, o
reflexo do espelho me mostrou como eu estava, e como eu era. Não
somos robôs feito de aço, mesmo tendo quem nos ama, a solidão nos
pega, nos faz sentir isolados, como se fossemos sentir saudade do
infinito, do inacabado, do supérfluo, do objeto instável, daquilo
que te corroê por dentro. Nunca estamos verdadeiramente preparados,
quando menos esperamos a lágrima vai estar lá, pronta para entrar
em cena.

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