segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Minha perspicácia



Então me instalei, percebi a mudança, aquela que perdura no esquecimento. Paralelo, nem mesmo o belo me fez olhar firmemente. Cidade Natal? Natal para mim é 25 de dezembro, aquele teatro montado, esquematizado,botado em oferta. São certezas que a incerteza me faz duvidar,desconfiar do que não confio,ficar com o pé atrás na frente do que nunca confiei. Palavras por palavras ainda não mudaram o real que achava que era o irreal, quando voltamos ao que nos afronta por dentro, logo tapamos o sol com a peneira, pensando que aquilo, aquele monstro de nada mais 4 letras, vai sair correndo de carinho de mão, vai pular para o outro lado da calçada, vai evaporar, sumir. Não queria forçar, dizer que esta tudo bem, muito menos sorrir com aquele intuito de chorar. São poucas as pessoas que amamos,e muitas as que dizemos que amamos. A noite nos faz prisioneiros das lembranças mais tolas, a música e um vinho, das curvas que um dia me perdi.


jordan prestes

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