No bolso, a sede da
cultura, o esquecimento que até hoje prevalece, monumentos, cultura
que transborda, em mentes, em pontos de vistas, em conceitos, formas
e jeitos. Caminhando, conhecendo, discutindo, a arte do saber, do
ler, do escrever, do simples, do andar, das pessoas e suas
esquisitices, das histórias contadas, reinventadas, bordadas,
construções inacabadas, arquitetadas, o dia e sua temperatura,
polar, a leve pausa das folhas em ruas desertas, o compasso, o traço
do pedaço, as fotos redimensionadas em paredes, onde pessoas se
divertem em cofres de bancos antigos, a menina que passou, cabelo
laranja, laranjeira em pessoa. Cidade maravilhosa, tudo é diferente,
mas as pessoas são iguais. Com minhas luvas, fui atrás do não
igual, do não lembrar do que me afeta, foi um desabafo, de mim para
eu mesmo. Tudo aqui é dividido, uns encontram o belo em um bairro
sofisticado, outros em um bairro com uma herança cultural, outros
não se importam , não se manifestam, manifestam. A vida e seus
contrastes, hoje não fiquei no preto e branco, colori as cores
exatas do meu mundo,da minha vida, do meu dia dia. Bingo. É
apaixonante. Porto Alegre.
Jordan Prestes

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